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Guia prático para selecionar distribuidores/parceiros em novos mercados: ICP, mapeamento, due diligence, proposta de valor, contrato, onboarding e KPIs — sem perder tempo.
Como encontrar distribuidores e parceiros certos em novos mercados

Escolher o parceiro errado custa tempo, margem e reputação. Este guia mostra um método objetivo para identificar, avaliar e ativar distribuidores e parceiros que realmente entregam vendas — do perfil ideal ao contrato, passando por due diligence, onboarding e métricas.

1) Definir o que “bom” significa: ICP & cobertura
  • ICP (Ideal Channel Partner): segmento, carteira de clientes, ticket médio, cobertura geográfica, competências técnicas, pós-venda.
  • Modelo de cobertura: exclusivo vs. não exclusivo; por território, vertical ou aplicação.
  • Tamanho mínimo: equipa comercial ativa, técnicos certificados, stock e capacidade financeira.
  • Provas: marcas representadas, certificações, referências de clientes.

Resultado: uma scorecard simples (0–5) com 8–10 critérios ponderados.

2) Onde procurar (e como chegar)
  • Fontes: listas de expositores de feiras, associações setoriais, marketplaces B2B, câmaras de comércio, recomendações de clientes.
  • Sinais públicos: casos, equipas e assistência; presença local (lojas/oficinas), capilaridade regional.
  • Outreach multilingue (PT/EN + idioma local): mensagem curta com benefício, prova e call to action para 20 min.

Dica: priorize quem já vende soluções complementares ao seu produto.

3) Avaliação rápida (qualificação em 2 chamadas)
  • Chamada 1 — Fit comercial (20 min): carteira, ciclo de venda, ticket médio, concorrência, território; interesse e decisor.
  • Chamada 2 — Capacidade (30–40 min): equipa, técnicos, stock, instalação/assistência, CRM, marketing local, compliance; peça 2 referências.
  • Sem fit? Registe a razão e avance. Com fit? Marque reunião com decisor.
4) Due diligence que evita surpresas
  • Legal & reputação: registos, litígios, sanções/embargos, canais cinzentos.
  • Financeiro: contas básicas, prazos médios de recebimento/pagamento, seguros.
  • Técnico & qualidade: certificações, oficina, tempos de resposta, RMA.
  • Conflito de canal: exclusividades existentes, sobreposição de marcas.
5) Proposta de valor ao parceiro (e não só ao cliente)
  • Território & oportunidades estimadas (top 50 contas).
  • Margem & incentivos: descontos por volume, objetivos trimestrais, MDF.
  • Suporte: formação técnica/comercial, co-visitas, pré-venda, demos, SLA de peças/assistência.
  • Ferramentas: portal de parceiros, conteúdos localizados, pricing claro.
6) Contrato certo: claro, enxuto, aplicável
  • Âmbito & território, exclusividade (condicionada a objetivos), preços e política de descontos.
  • KPIs e metas (sell-in/sell-out, pipeline, cobertura, stock, satisfação).
  • Regras de marca e de marketing, reporte mínimo mensal.
  • Pós-venda: SLA de resposta, peças, garantia, gestão de RMA.
  • Compliance: anticorrupção, sanções, proteção de dados, export controls.
  • Saída elegante: aviso prévio, devolução de material, transição de clientes.
7) Onboarding em 30 dias (o que ativa vendas)
  • Plano 30-60-90: formação (produto, objeções, pricing), simulações, certificação.
  • Pipeline conjunto: top 20 contas por região, com próximos passos datados.
  • Capacitação: kits de proposta, tabelas localizadas, guias de instalação, FAQs.
  • Lançamento: webinar local, visitas a contas âncora, campanha digital geo-targeted.
  • Suporte: canal direto (nomeado), tempo de resposta <24 h, calendário de demos.
8) Governança de canal (evitar conflito e “papel”)
  • Revisões mensais (pipeline, propostas, vitórias, perdas, lições).
  • Regras anti-conflito: atribuição por conta/território, arbitragem de leads.
  • Higiene de preços: políticas de MAP/transfer price, auditoria básica.
  • Capilaridade: sub-distribuidores controlados por critérios e reporting.
9) KPIs que contam
  • Tempo até 1.ª venda (target: ≤90 dias).
  • Pipeline ativo por fase e taxa de avanço (MQL→SQL→Proposta→Fecho).
  • Sell-in / sell-out e rotação de stock.
  • Cobertura: nº de contas em contacto/mês por território.
  • Satisfação (NPS) e SLA (tempo de resposta/repair).
  • Margem realizada por parceiro.
10) Erros comuns (e como evitar)
  • Escolher por simpatia → use scorecard e referências.
  • Exclusividade sem objetivos → condicione a metas trimestrais.
  • Contratos longos, pouco executáveis → foco em cláusulas-chave.
  • Onboarding só com catálogo → simulações, certificação e pipeline conjunto.
  • Falta de idioma local → outreach e conteúdos localizados.
Checklist prática
  • ICP & scorecard definidos
  • Lista longa de 30–50 alvos por mercado
  • Outreach multilingue com proposta clara de valor
  • Due diligence (legal, financeiro, técnico)
  • Contrato com metas, SLA e compliance
  • Plano 30-60-90 + calendário de revisões
Como a Consenso Global ajuda

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