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Como preparar a sua empresa para responder a concursos internacionais em 2026
Como preparar a sua empresa para responder a concursos internacionais em 2026

Responder bem a um concurso internacional não é “encher anexos”: é governança + método + provas. Quem ganha chega com uma máquina de propostas preparada — decisões rápidas, documentação sempre atualizada e mensagens claras no idioma do cliente. Este guia mostra o que montar já para entrar em 2026 a competir (e a fechar).

1) Estratégia e foco: onde vamos competir (e onde não)
  • Mercados & entidades-alvo: UE/TED, bancos multilaterais (WB, ADB, AfDB, BID), Nações Unidas, governos nacionais, utilities.
  • CPV/CPOS & palavras-chave: mapeie os códigos e termos que descrevem o seu portefólio.
  • Critérios bid/no-bid (objetivos): margem mínima, capacidade instalada, referências relevantes, risco-país, moeda, prazos, requisitos de cauções/seguro, barreiras legais.
  • Provas nucleares: 3–5 casos de sucesso por segmento/país, com métricas (prazo, qualidade, poupança/ROI, segurança, satisfação).

Resultado esperado: um mapa de caça (targets + critérios de decisão), para não dispersar.

2) Equipa, papéis e governança de propostas
  • Bid Manager (dono do prazo e da conformidade).
  • Autor técnico (metodologia, plano de trabalho, equipa).
  • Autor comercial (preços, assunções, riscos).
  • Bid Finance/Legal (garantias, contratos, compliance, sanções).
  • Revisor(a) linguístico(a) (idioma do cliente).
  • RACI claro + calendário tipo (kick-off, reviews Pink/Red/Gold, submissão).

Dica: defina substitutos; férias e ausências não podem parar uma entrega.

3) “Bid room” e pack documental prontos a usar

Crie uma pasta-mãe com versão e data em todos os ficheiros:

Administrativo & Compliance

  • Certidões/declarações, ESPD (quando aplicável), registos fiscais/trabalhistas, anti-corrupção, sanções/export controls (screenings).
  • Seguros (responsabilidade civil, trabalho, profissional), garantias (bid/performance bonds).
  • Assinatura digital/procuração e testes de portal (e-procurement).

Qualidade, Ambiente, Segurança & Informação

  • Certificados ISO 9001/14001/45001/27001 (quando aplicável), políticas ESG e devida diligência de fornecedores, planos de continuidade e cibersegurança.

Técnico-Comercial

  • Metodologias tipo (gestão de projeto, QA/QC, risco, H&S).
  • CVs normalizados (2 páginas, por função/país), matriz de equipa e disponibilidade.
  • Catálogo de referências (1 página/caso, com contactos para validação).
  • Moldes de preços (assunções, BoQ, custos indiretos, margens, câmbio).
4) Consórcios, parcerias e cadeia de fornecimento
  • Matriz de lacunas: o que falta (licenças, presença local, especialidades).
  • Teaming/JV agreements simples (papéis, percentagens, IP, liderança, governança).
  • Regras de integridade (CoI, anti-suborno, proteção de dados).
  • Planos de mobilização (vistos, logística, armazenamento, subcontratação local).

Regra de ouro: parceiros que agregam provas e capacidade real, não só “papel”.

5) Preços que ganham (sem destruir margem)
  • Estrutura de custos (diretos, indiretos, riscos/contingências, garantia).
  • Câmbio e inflação: política de hedging e cláusulas de ajuste.
  • Estratégia de scoring: alinhe o valor com os critérios (ponderadores técnicos/preço).
  • Assunções & exclusões: listado e coerente com a metodologia.
6) Conteúdo que marca a diferença
  • Sumário executivo que fala a linguagem do cliente (benefício → prova → plano).
  • Metodologia visual: cronograma/Gantt, matriz de riscos, organograma, fluxos QA/QC.
  • Impacto e sustentabilidade: indicadores de qualidade, segurança, ambientais e sociais relevantes para o contrato.
  • Linguagem local: traduções profissionais e glossário do setor.
7) Processo para entregar sem sustos
  • Kick-off em 24 h após o aviso de concurso.
  • Plano de perguntas e clarificações (deadlines, responsabilidades).
  • Pink review (estrutura & mensagens) → Red review (conformidade & lacunas) → Gold review (polimento final).
  • Checklist de submissão: formato, limites, assinaturas, uploads, timestamps, buffer de 24 h.
  • Lição aprendida em 72 h (ganhe ou não).
8) KPIs que interessam à gestão
  • Taxa de bid/no-bid (disciplinada).
  • Qualificação: % propostas sem não-conformidades.
  • Shortlist rate e win rate por país/cliente.
  • Tempo médio de resposta (pedido → submissão).
  • Preço vs. orçamento (desvio) e margem realizada nos contratos ganhos.
  • Pós-análise: % de lições implementadas no ciclo seguinte.
9) Erros comuns (e como evitar)
  • “Traduzir o catálogo” em vez de responder ao critério → comece pelos pesos de avaliação.
  • Documentos vencidos e assinaturas inválidas → dono da compliance + alertas.
  • Sem decisão bid/no-bid → desperdiça tempo e credibilidade.
  • Preços sem assunções claras → conflitos na execução.
  • Falta de provas locais → inclua referências e parceiros do país/região.
Checklist de arranque
  • Critérios bid/no-bid aprovados
  • Bid room completo e atualizado
  • Equipa e substitutos + calendário de reviews
  • Parceiros/JV pré-acordados
  • Moldes técnico-comerciais e CVs normalizados
  • Seguros/garantias e assinatura digital testadas
  • Plano de monitorização de avisos (TED/portais multilaterais)
  • KPIs definidos e dashboard pronto
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